quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bebes estressados, adultos complicados
Um estudo realizado em ratos avaliou o impacto que o estresse tem nos primeiros anos de vida e como ele pode resultar em problemas futuros de comportamento. Este estudo foi conduzido por Christopher Murgatroyd, do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha.

O trabalho descreve os efeitos em longo prazo do estresse em ratos bebês na revista Nature Neuroscience. Os ratos da pesquisa produziram, diante do estresse, hormônios que "mudaram" seus genes, afetando o comportamento ao longo das suas vidas. Este trabalho poderia fornecer pistas sobre como o estresse e o trauma na infância podem levar a problemas futuros.

Os filhotes de ratos foram submetidos a estresse devido ao fato de serem separados de suas mães durante três horas por dia durante dez dias. Apesar dos animais não serem afetados a nível nutricional, eles manifestaram reações físicas de estresse diante do abandono. A equipe descobriu que os ratos "abandonados" precocemente foram menos capazes de lidar com situações estressantes no futuro, ao longo das suas vidas. O Dr. Murgatroyd explicou que estes efeitos – dificuldade em lidar com estresse no futuro – foram causados por "mudanças epigenéticas", onde a primeira experiência estressante realmente mudou o DNA de alguns genes dos animais.

"Este é um mecanismo que acontece em duas fases", explicou o Dr. Murgatroyd. "Quando os ratos bebê foram estressados, eles produziram altos níveis de hormônios do estresse (cortisol)". Esse hormônio interfere no DNA de um gene destinado a codificar outro hormônio específico do estresse – a vasopressina, também conhecido como hormônio antidiurético. “Tal evento deixa uma marca permanente no gene do hormônio antidiurético,” disse o Dr. Murgatroyd. "Em seguida, é programado para produzir altos níveis [do hormônio] mais tarde na vida."

Os pesquisadores foram capazes de mostrar que a vasopressina estava por trás do comportamento e problemas de memória. Quando os ratos adultos receberam uma droga que bloqueava os efeitos desse hormônio, o seu comportamento voltou ao normal. Este trabalho foi realizado em ratos, mas os cientistas também estão investigando como o trauma de infância em humanos pode levar a problemas como a depressão.
Professor Hans Reul, um neurocientista da Universidade de Bristol, Reino Unido, disse que esta foi "uma adição muito valiosa para o entendimento sobre os efeitos em longo prazo do estresse no início da vida”.

Há fortes evidências de que as adversidades, tais como o abuso e negligência durante a infância contribuam para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas como a depressão, por exemplo, na idade adulta. Isso ressalta a importância do estudo dos mecanismos relacionados aos transtornos emocionais e ao estresse.

Alergia (um comentário)
Alergia é a intolerância para com determinados produtos físicos, químicos ou biológicos, aos quais o organismo reage de forma exagerada. Na realidade é a intolerância do sujeito à alguma coisa do mundo objectual. Uma reação, uma rejeição...

Portanto, trata-se de uma reação anormal a um ou mais elementos aparentemente inócuos que, quando apreendidos pelo organismo (inalados, ingeridos, ou por contato com a pele) causam uma reação aversiva. Os produtos capazes de desencadear a alergia são chamados de alérgenos.

Quando alérgenos são apreendidos pelo organismo, células brancas do sangue que produzem anticorpos (IgE) são ativadas. Estes anticorpos determinam a liberação de produtos químicos (mediadores) potentes como, por exemplo, a mais importante que é a histamina. A manifestação clínica visível da reação alérgica simples é resultado da "batalha" entre a histamina e o alérgeno e não do alérgeno em si.

Veja trecho de uma matéria de um site português A Arte de Viver. Veja um trecho:
"São múltiplos e variados os tipos de alergia que atualmente povoam a Humanidade. Estas manifestações desagradáveis que incomodam milhares de seres humanos são incluídas nas somatizações psicogênicas por revolta, onde se inserem a enurese, a delinqüência, a agressividade, infantilismo, prisão de ventre e dores generalizadas em que o queixoso não encontra através de análises clínicas causas para as dores físicas que o atormentam. As revoltas acumuladas vão somatizando estruturas psíquicas que se projetam sobre várias rações que causam sofrimento, entre elas as alergias.

As alergias incluem-se nas doenças psicossomáticas. Certos tipos de alergia como as erupções cutâneas entre elas os eczemas, alergias respiratórias, como a asma, entre muitas outras, que não são mais do que manifestações de repulsão de medida, indomável, perante impressões psicológicas muito precisas, como as que nos são reveladas em relação a determinadas pessoas cujas características nos desagradam.

Uma das alergias, atualmente, mais comuns mesmo a nível de jovens são as alergias cutâneas. A pele é o terreno mais propício para se manifestarem as erupções psíquicas e é o local privilegiado de expressão emocional! Há variadíssimas manifestações alérgicas cutâneas: quando a pele de certas pessoas susceptíveis entra em contacto direto com eterminadas substâncias, como o próprio Sol, com a água do mar e até algo de existencial no meio ambiente difícil de detectar. A pele à sua maneira formula o que não conseguimos exprimir em palavras. Não esquecer que ela é a mais extensa das nossas superfícies sensoriais - 18.000 cm2 em média no adulto. Outro ponto fundamental é que a pele tem a mesma origem embrionária que o sistema nervoso (nervos, medula, cérebro).

A epiderme também sabe mudar de cor, de textura, de pilosidade, conforme os diversos estados emocionais e a hipersensibilidade a cada um desses estados."
Veja o artigo todo.