quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Características da Personalidade Anti-Social (Psicopática)
Veja um trecho da página de José Hamiltom do Amaral sobre Personalidade Anti-Social e Dissocial:
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Desde a infância, são presentes sinais de desajustamento emocional e personalidade mórbida, caracterizados por imaturidade emocional, impulsibilidade, primitividade, instintividade com exclusão de um comportamento racional.

As regras de conduta que imponham limitações e educação social, não são aprendidas. Explosão de raiva, obstinação na adolescência, roubar, jogar, destruir, brigar, desafiar, mentir, teimar, rebelar, tudo conjugado entre o orgulho e a excentricidade. antagonismo e rebeldia ostensiva contra pai dominador, que se transferem para professores e competidores. Querelância e atitudes desafiadoras marcarão os relacionamentos.

Resiste aos hábitos familiares, com tendência a se socializar em nível inferior.

Quando atingem uma idade em que naturalmente diminui a compartimentação familiar, aumentando as responsabilidades e as exigências sociais, as tendências mais primitivas se tornam francas e diretas.

Fraudes, sadismo, passam a atender seus desejos.

A ausência de afetividade, egoísmo, narcisismo, exibicionismo, são traços freqüentes.

Exige muito, e pouco dá, esse excesso de exigência é característica importante.

Não tem consciência crítica, é incapaz de se colocar no lugar do outro para avaliar o seu próprio comportamento.

Não obstante a evidente nocividade e inadequação da sua conduta, está satisfeito com ela. Não demonstra ansiedade, culpa ou remorso, tem muito medo de ser ferido quando procura um contato mais intimo.

Tem poucos objetivos definidos, é inquieto na busca do indefinido ou inatingível. Fracassam profissionalmente, toda rotina lhe é fatigante.

Tem que satisfazer de imediato seus desejos, sem nenhuma preocupação quanto aos sentimentos daqueles com quem se relacionam, não mantendo relações afetivas estáveis. Não tem sentimentos diante dos valores sociais.

Não é confiável, só se ajusta onde pode exercer o seu domínio. Leviandade, falta de habilidade no comportamento social, marcam sua conduta.

Álcool e drogas, se presentes, ampliam o comportamento destrutivo. Projeta sua insegurança, acusando.

Se estendem dos excêntricos aos criminosos, com vasto espectro de intermediários.

Sociopatas, dão freqüentes mostras de insensibilidade moral e ética, antipatia por seus semelhantes, são vazios, ociosos, ladrões, cruéis, mentirosos, inacessíveis, rudes irresponsáveis, frios afetivamente, superficiais, desajustados.

Faltam-lhes ambições, objetividade, seriedade, perspicácia. São irritadiços arrogantes, inflexíveis, possuem um egoísmo brutal, e não se arrependem.

São rebeldes à autoridade e à sociedade, lábeis de humor, cínicos, sem sentimentos de honra, vergonha, simpatia, afeição, gratidão.

Se frustrados, tornam-se perigosos, delinqüem genericamente, com prazer combatem a ordem, orgulhando-se de suas façanhas. Hiperatividade, brigas, explosões, dificuldade em adaptar-se sexualmente também se verifica.

Mentirosos mórbidos, egocêntricos, fraudadores, fabuladores crônicos, criam um mundo imaginário no qual reinam soberanos.

Desprezam a verdade para se refugiar na elaboração fantasiosa de grandes sonhos para compensar a realidade laboriosa e precária.

Não existem culpa e remorso. Estão prontos para romper qualquer barreira para atender seu ideário.
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Personalidade e o modo de ser
O texto abaixo, sobre conceito de Personalidade, é do professor Eunofre Marques, retirado de suas brilhantes páginas na internet (atualmente fora do ar, infelizmente). Veja um trecho:

"Personalidade é o modo de ser do indivíduo
Com esta expressão estamos querendo dizer que a personalidade é uma construção formal sobre o indivíduo e que ela abstrai todos os seus conteúdos. A partir desse conceito, retornando ao indivíduo, verificamos que cada indivíduo tem a tendência de ser de uma determinada forma, que predomina sobre a sua história e sobre a sua atualidade.

E observamos que essa tendência já se manifesta nos primeiros meses de vida e o acompanha por toda a sua vida. Ele pode mudar de convicções, de idéias, de crenças, de profissão, etc., pode realizar revoluções em sua vida, mas continuará sempre com o seu mesmo modo de ser, isto é, ele sempre fará tudo com as suas mesmas tendências. Daí concluirmos que a personalidade é inata e que ela não modifica a sua natureza no decorrer da existência.

Esta conclusão conflita com quase tudo o que se tem escrito sobre a personalidade, especialmente aquilo que sofre influências interpretacionistas, segundo as quais é teoricamente possível transformar completamente o indivíduo, o que na prática jamais foi percebido.

Não que o indivíduo não possa transformar-se, a é possível fazê-lo até radicalmente, mas ele continuará tendo o mesmo tipo de personalidade com que nasceu. Isto é, o mundo interno pode transformar-se de qualquer modo, mas as tendências básicas do indivíduo sempre se manterão imutáveis. Ele pode tornar-se um depressivo de um modo completamente diferente do que o fora, mas sempre será um depressivo.

Evidentemente, o modo de ser do indivíduo, a sua forma, é preenchida com o seu conteúdo, que lhe dá a unidade e a característica de ser exclusivo e ímpar em relação a todos os demais seres humanos.

A maior vantagem de adotar esse conceito de personalidade é que ela nos aproxima do psiquismo, que é a forma da mente e que é comprovadamente eficaz como construção científica. E nos permite também adotar referências para as categorias que deveremos determinar na personalidade, como veremos."